O pós-31 de Julho
20 Agosto 2008 | por Rogério da Costa PereiraAplaudo, assim que acabar de teclar, o veto político, este, stricto sensu, do Presidente da República. A minha opinião sobre a matéria ora vetada já a deixei aqui. Espero que agora percebam a importância do 31 de Julho de 2008.
Entre banhos
19 Agosto 2008 | por João Galamba“O João Miranda, do Blasfémias, não concorda com a actuação da PSP, porque o Estado blá blá blá… não li o resto.
Felizmente para nós, o João Miranda é tão liberal, tão liberal, tão liberal, que jamais terá que tomar uma decisão que afecte outra pessoa, que não a sua. E usando uma expressão de Sócrates, «isso é bom para Portugal e para os portugueses».”
bicicletas na cidade
19 Agosto 2008 | por zenunoDavid Byrne’s Bike Racks
Former Talking Heads frontman and bicycling enthusiast, David Byrne, takes a ride out to Brooklyn to show off his latest project, designer bike racks. WSJ’s Reed Albergotti reports. (July 18)
(uma peça vídeo do The Wall Street Journal online)
Arbitrariedades de conveniência
19 Agosto 2008 | por Rui TavaresNo Verão passado, o grande escândalo era se podia ou não vender-se bolos com creme nas praias sem refrigeração dos produtos. Seis meses depois, era a Lei do Tabaco que nos trazia o totalitarismo higiénico. Uma menção, por parte do Presidente da República, aos salários dos gestores privados foi “populista e demagógica”.
A semana passada, um agente da GNR baleou e acabou por provocar a morte a um rapaz de treze anos. Qual é a resposta dos mesmos comentadores que vêem em tudo a intromissão inadmissível do estado? Perguntar o que estava a fazer o rapaz no caminho das balas.
Faz sentido: afinal não saiu prejudicada a propriedade privada de ninguém. Pelo contrário, o pai e o tio do rapaz é que o levaram para roubar uns ferros de uma vacaria. Ferreira Fernandes, no DN, escreveu que “o que me preocupa mais no meu país é que haja um pai e um tio que levam um garoto de 13 anos para um assalto”. O editorial do DN considerou que a atitude dos parentes da criança “é que deveria ser tema de indignações e discussão”. A primeira pergunta que Helena Matos — que tanto se escandalizou com a opressão às bolas-de-berlim com creme — se lembrou de fazer num blogue foi esta: “independentemente de tudo, ninguém é responsabilizado por levar uma criança para um assalto?”
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proposta de figurino para a marcha LGBT 2009, com um piscar de olho [insinuante] ao Rodrigo MD
18 Agosto 2008 | por pedro vieira, o irmaoluciaIncertezas
18 Agosto 2008 | por Luis RainhaTendo estudado primeiro engenharia e depois (muito depois) ciências sociais, acho alguma graça a escaramuças como esta. Mas quando leio que existem coisas do calibre de um “Feminismo Ciborgue”, a solidariedade foge-se-me logo para o lado da Ciência.
vidas sem casa
18 Agosto 2008 | por zenuno
(original de www.journeyman.tv)
Since the beginning of the mortgage crisis one and a half million Americans have lost their homes. With banks repossessing their houses, many have been left no other option than to move into their cars.
The streets of California are now filled with people who call their car their home. Jennifer Clement, explains, “The estimated value of our house went to 120,000 U.S. dollars within a month. After losing all the money, we literally landed on the street and were forced to live in our caravan”. It is a vicious circle: Without a job - no home. Without an apartment - no job.
solidariedade com marco fortes, o primeiro olympic python português
18 Agosto 2008 | por pedro vieira, o irmaoluciapedro vieira e rodrigo moita de deus
18 Agosto 2008 | por zenuno
fotografia exclusiva de ambos esta tarde
Aqui ficam o Rodrigo Moita de Deus e o Pedro Vieira que estiveram momentos antes aos microfones do rádio clube português.
Ah! E já agora, podemos também ouvir o programa deste domingo aqui.
Dormindo com o inimigo
17 Agosto 2008 | por Luis RainhaLonge de mim menorizar o papel do homem na perpetuação de tradições aberrantes que resultam em agressões quotidianas a incontáveis mulheres. Mas olhem que quando se chega ao ponto de, como confessou um nosso comentador, se sentir, «como homem»,«uma imensa e profunda vergonha por sermos responsáveis por tanto, tanto sofrimento inútil», já fomos longe de mais. É que eu não sou só filho de homens (mesmo as feministas mais ferozes têm de viver com a secreta vergonha de terem mais material genético além do das mitocôndrias); e nada tenho em comum as criaturas que incendeiam as esposas, excepto o facto de ter pilinha.
Last but not least, olhem que aquele velho estereótipo da mulher agredida que se vira contra quem se interpõe, subitamente cheia de pena do seu “homem”, não vive apenas nos rosados sonhos catódicos da TV. Anda por aí, sempre mais perto do que imaginamos.
Dos sons sefarditas ao Afonso X num pulinho
17 Agosto 2008 | por Maria João PiresA organização interna do meu pc é, à imagem da minha caixa dos neurónios, uma bela confusão que só eu entendo mas obedece a uma certa lógica (acreditem ou não). Mesmo ao lado da Savina está o Eduardo Paniagua que, para além de ter gravado música sefardita, tem dedicado especial atenção às Cantigas de Santa Maria de Afonso X, essa figura ímpar da história da cultura peninsular medieval (clicando na imagem acima têm acesso quer às iluminuras das Cantigas quer aos facsimile das mesmas).
Por fim, o elo perdido!
17 Agosto 2008 | por Luis RainhaDois americanos anunciaram ter trancafiado numa arca congeladora um legítimo cadáver de Bigfoot. A horrenda criatura teria uma marcha quase erecta, alimentando-se sobretudo de líquidos, e demonstrava, garante quem sabe, rudimentares capacidades de expressão. Extremamente territorial e belicoso, a sua fisionomia primitiva espalhava o terror entre as supersticiosas populações do seu habitat. Cada aparição do mítico primata, por muito assustadora ou fugidia que fosse, atraía sempre a atenção de todos os media, carentes de notícias a sério e prontos a entreter-se com qualquer tema disparatado. A fotografia do monstro já anda a fazer furor pela internet – abstenham-se as almas mais sensíveis aos espectáculos aberrantes com que a mãe Natureza por vezes nos castiga.
Da caixa do correio
17 Agosto 2008 | por Maria João PiresAtravés do Ángel Sánchez Seoane, comentador habitual do 5 dias, fiquei a saber que Ribadavia celebrará, a 7 de Setembro, a Jornada Europeia de Cultura Judaica. Nada melhor que as palavras do Ángel para aguçar apetites a quem tenha hipótese de se deslocar à Galiza por essa altura:
“Ademáis da Homenaxe a Lola, Amparo e Xulia (tres irmans de Ribadavia que se xuramentaron para salvar refuxiados xudíos,pasandoos a Portugal, durante a Segunda Guerra Mundial) haberá unha mostra de repostería tradicional hebrea, un documental sobre o xudaísmo, xornada de portas abertas do Museo Sefardí de Galicia, visitas guiadas polo Barrio Xudeu, concerto de música sefardí, entrega de premios do concurso de debuxo para nenos, etc… Na xudería colocaranse altofalantes con música sefardí xa que a xornada está dedicada en toda Europa á música xudía.”
No mesmo mail em que me mandou esta informação convidava-me a dar um passeio virtual pelo bairro judeu de Ribadavia…estendo o convite a todos e, ao mesmo tempo, junto um som sefardita às imagens (na voz da grega Savina Yannatou)
Tru(th)ãozices*
17 Agosto 2008 | por Ana Matos PiresEna, ena, no meio do disparate lá lhe fugiu a boca para a verdade e vá de avisar que quer “dar uma banhada nas próximas eleições”. Como se “dar banhadas” - ou, pelo menos, tentar dar - não fosse um velho hábito seu.
*Ou “Verdades de um truão”
Aqui, posto de comando do MFD*
17 Agosto 2008 | por Ana Matos PiresTinha ficado a moer na coisa e, ao ler o Rui Bebiano, saltou-me o dedo.
Os últimos dias têm sido profícuos em informação, estou fartinha de aprender coisas novas. Na quinta à noite, ao chegar a casa, assisti ao final da entrevista do Mário Crespo ao Luís Villas Boas na SIC e aprendi que “ser filho só pode ser de um casal heterossexual”, enquanto na sexta, no Público, pelo punho de Vaz Patto fiquei a saber que pertenço a uma família descaracterizada - “a família não pode ser promovida quando começa por ser descaracterizada, concebida como um conceito vazio onde cabe tudo. A primeira forma de promoção da família é o reconhecimento público da sua identidade própria e, consequentemente, do seu imprescindível papel social.
Como imagino que sejamos mais que as mães (então se contarmos com as famílias de homossexuais que procriaram, credo!), aqui deixo uma proposta: bora organizar o *Movimento das Famílias Descaracterizadas? Vai ser um regabofe, de certezinha, uma coisa “onde cabe tudo”… ai, ai, só mesmo brincando, caso contrário é muito difícil manter a compostura.






