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  • Na noite do jantar do 5 dias

    9 Maio 2008 | por António Figueira

    Mote:
    “MRC: o que escreve, como o escreve é um exemplo tenebroso da cultura da morte que atinge o Ocidente.” (comentário de al a um post anterior)

    Glosa:
    Eu não sei que raio é a “cultura da morte”, conhecia o “Viva la Muerte!” do Milan Astray, mas como esse era da Espanha “una, grande y libre”, julgo que o seu “viva la muerte” dessa altura lhe daria hoje entrada num qualquer movimento “pró-vida”. Mas não é isso que interessa. O que interessa é a aparente inevitabilidade de qualquer corpo de pensamento minimamente articulado dar logo origem à sua vulgata. Que os católicos produzam vulgatas, cela va de soi, afinal foram eles que inventaram o termo. Mas estão longe de ser os únicos: em 2002, vivia eu na Europa feliz, tive uma vez de ir a Londres, terra farta e culta, onde nas estações de caminho de ferro se vende o “Empire” do Negri e do Hardt em paperback. Na volta para casa (tinha seis horas de viagem pela frente, fora os atrasos), comprei o dito em Waterloo. Quando cheguei ao patelin francês em que morava na altura, encontrei um bando de jovens com os cabelos às cores e pregos na cara - chamavam-se os “No Borders” - à pancada com a polícia e a escrever com sprays nas paredes dos prédios (incluindo o meu) “La multitude contre l’empire”. Os “No Borders” perderam a batalha com a polícia, foram mesmo border fora e o senhorio restaurou prontamente a dignidade devida ao prédio em que eu morava. Em 2005, regressado a Lisboa, o inevitável Nuno Ramos de Almeida convidou-me a ir uma noite ouvir o Negri à Nova e eu nessa altura perguntei-lhe se ele achava que o “Empire” tinha dado origem ao Negrismo-Hardtismo. O homem estava cansado e com sono, e fugiu à questão. Eu estou convencido que deu, e que isso não serviu de nada, por razões que se prendem tanto com as fragilidades próprias da obra como com a minha falta de paciência para com os al todos deste mundo. Se querem discutir, façam-se entender, e deixem os chavões em casa.

    Manela declama Vasco

    9 Maio 2008 | por Rogério da Costa Pereira

    Como sabem, a Manuela Moura Guedes voltou à apresentação de telejornais na TVI, ao que percebi, à sexta-feira, apenas. Não me contive e, já passava das 9, dei por lá um salto - cada vez mais bonita, a nossa Manela.

    Mas não é do óbvio que vos venho falar. E é que aqui que me começam a faltar as palavras e a sobejar as aflições.

    A ver se me explico.

    A páginas tantas, a Manela apresenta uma nova rubrica. Chamou-lhe Glórias da Semana. Após explicar que cuidava, a novidade, dos comentários de Vasco Pulido Valente aos acontecimentos marcantes da semana, sucedeu-se um pequeno excerto de imagens de um qualquer acontecimento da semana - até me esqueci qual foi, tal o choque que se seguiu.

    Finda a passagem das imagens, com a caricatura não forçada de VPV sobre o ombro esquerdo, a Manela lia, lia de ler, os comentários do Vasco. E a coisa repetiu-se, uma e outra vez. Imagens de políticos, Manela lê Vasco, novas imagens, Manela lê Vasco outra vez. Não consegui ouvir uma palavra do que a mulher disse, tal a dificuldade em apreender o que raio se estava a passar.

    Ou seja, o Vasco não aparece na rubrica do Vasco. Escreve os comentários, manda-os para a Manela, antes de cada comentário passa o tal sketch alusivo, e eis-nos, então, perante a imagem da Manela a declamar Vasco. Coloca a voz, entoa a ironia, se calha, e eis-nos o Vasco lido pela Manela.

    Nunca vi nada assim.

    Adenda: Hoje, depois de longas negociações, realiza-se, finalmente, o jantar do 5 dias. Infelizmente, não posso estar presente. Mas há males que vêm por bem. Enquanto alguns dos meus colegas se deleitam em burguês jantar, eu, ó Glória da Semana, posso dizer: Been there, done that, bought the t-shirt. Azarinho, meus amigos. Vasco rules.

    Southern comfort

    9 Maio 2008 | por António Figueira

    Desde que, há uns meses, comecei a viajar regularmente para África que a ideia do nomadismo começou a tomar conta de mim, e com ela outra ideia, a da portabilidade (a total portabilidade dos meus magros pertences, alguns livros à parte). Enquanto espero, sob temperaturas escaldantes, malas que nunca mais chegam, ou ganho forças, deitado debaixo de ventoínhas com pás gigantes, para as desfazer depois de chegarem, tenho sonhos de gin & tonics e Billie Holiday. Nenhuma concessão à sedentariedade & free as the breeze (que em África sopra sempre escandalosamente hot).

    o país kamikaze

    9 Maio 2008 | por Fernanda Câncio

    O que é ser judeu? “Essa é uma questão metafísica. Qualquer ser humano que seja maluco o suficiente para se chamar judeu é um judeu.” E Israel, o que é? “Para mim, representa uma data: 29 de Novembro de 1947, quando as Nações Unidas decidiram dividir a terra entre israelitas e árabes. Só havia um rádio na zona [Jerusalém]. Eram duas da manhã e estavam 2000 pessoas na rua para ouvir a transmissão, em silêncio. Devia ter visto a alegria. Não era o Carnaval do Rio. As pessoas choravam como crianças. As lojas abriram-se, distribuíram-se bebidas. Às quatro da manhã, o meu pai meteu-me na cama e deitou-se ao meu lado. Percebi que ele estava a chorar. E disse-me: ‘Filho, quando tinha a tua idade, na Rússia, apanhava na escola por ser judeu. E o meu pai, e o meu avô. Tu podes apanhar na escola, mas não por seres judeu.’ Até hoje, estas palavras são para mim a raison d’être de Israel.”

    O judeu israelita do parágrafo acima é o escritor Amos Oz. A conversa teve lugar em 1992, na cave cheia de livros da sua casa de Arad. Oz disse-me muito mais - sobre Israel (”Grandes esperanças é a alcunha do Estado de Israel”) - , sobre os palestinianos (”O primeiro passo é reconhecer que o outro é quem ele pensa que é. É irrelevante dizer que os palestinianos não eram uma nação há 100 anos. Não eram. Ou que foi Israel que os fez pensar em si próprios como tal. Não vamos pedir-lhes direitos de autor”) e sobre o que pensava dever ser feito (”Os colonatos não deviam nunca ter sido construídos. E devem parar agora. No caso de Gaza, se eu fosse o 1.º-ministro de Israel, saía já de lá e entregava a zona à ONU. Não temos nada que fazer ali” ).

    Muito aconteceu desde essa conversa: o governo de Israel falou com Arafat (em 1992 isso ainda não sucedera); Rabin foi eleito; Rabin foi assassinado (1995); Barak fez (em 2000) a melhor de todas as propostas até agora feitas a Arafat e ele recusou; Arafat morreu; o Hamas tomou conta de Gaza; aconteceu a Al-Qaeda e o 11 de Setembro. E Israel fez 60 anos - ontem. Está tudo diferente mas está, mais ou menos, tudo na mesma.

    Nunca mais voltei a Israel - porque não se proporcionou, mas também porque me deixou o travo de um dos lugares mais amargos da terra, pela sua confluência de ódios e proclamações de direito divino, um lugar preso de uma esquizofrenia talvez incurável, dividido entre a sua condição de refúgio dos excluídos e de nação guerreira. Este lugar fundado para que os judeus possam apanhar na escola por tudo menos por serem judeus, este lugar fundado para que os judeus pudessem enfim ter paz é um lugar feroz. Entrincheirado na determinação de nunca (mais) ser humilhado, de nunca (mais) perder, é um país kamikaze. Tão bem definido no gesto do soldado adolescente que, na viagem de autocarro entre Jerusalém e Arad, se sentou ao meu lado e pousou a metralhadora sobre as nossas pernas, as minhas e as dele, sem um pedido de licença ou de desculpa. Um gesto que diz: estás aqui, e seja qual for a tua opinião fazes parte disto; mas também um gesto que diz: seja qual for a tua opinião, estou aqui para te defender e morrer por ti - e contigo. Um país insolente e selvagem, sim, mas magnífico. Brutal - mas com um Amos Oz. Tão bipolar que faz bipolar do nosso olhar.

    (publicado hoje no dn)

    “O meu dinheiro sob o colchão?” por Vasco Barreto

    9 Maio 2008 | por Ana Matos Pires

    “O que faria Jesus?” é uma pergunta que orienta os cristãos nas encruzilhadas da vida. “Quem seria hoje Jesus?” é uma variante lúdica, que dispensa filiação religiosa. Ora, apesar da obra da Doutora Manuela Eanes, creio que Jesus regressaria à Terra na pele de Bob Geldof, o músico que se converteu em activista, celebrizado pelos eventos de ajuda a países africanos, como o Live Aid e o Live 8. Aceitando esta tese e tendo presente o dogma da Santíssima Trindade, talvez o peregrino convite do Banco Espírito Santo para discursar num evento sobre “Desenvolvimento Sustentável” tenha resultado de uma bizarra associação de ideias. Mas o Banco Espírito Santo esqueceu-se que na sua versão contemporânea o filho de Deus é um nostálgico da cena dos vendilhões do templo. Desta feita, acusou o governo angolano de ser uma quadrilha de criminosos, o que gerou protestos na imprensa angolana e fez com que o BES se distanciasse de tal afirmação com tal voluntarismo e urgência que talvez os banqueiros se imaginem agora a apanhar todos os kwansas que Geldof pontapeou para os ares, até aí bem empilhados na mesa em que o BES negoceia os seus interesses com os Angolanos. Tudo isto é muito divertido, até porque não pode ser sempre o BCP a ter má imprensa. Ler o resto »

    “Reading is always an act of solitude, but it always leads to engagement with life.”

    8 Maio 2008 | por Maria João Pires

    Através do Ciberescritas cheguei ao Titlepage.tv, site em que nos demoramos com prazer, já que por lá somos convidados a ouvir (e ver) “passionate conversations about books”, moderadas por Daniel Menaker.

    Vai uma aposta?

    8 Maio 2008 | por Rui Tavares

    Meu caro leitor do futuro próximo: escrevo-lhe do passado recente. A separar-nos, temos apenas poucas horas. Mas aqui onde eu vivo, ninguém sabe qual foi o resultado das eleições primárias democráticas em dois estados dos EUA, a Carolina do Norte e o Indiana. No que a previsões diz respeito, não há melhor altura para as fazer do que quando a incerteza é grande. É então chegado o momento de eu lançar o meu palpite: Obama vai mesmo ser o candidato democrata às presidenciais e, excepto condições que adiante exporei, será ele o próximo presidente dos EUA.

    Há muito tempo que as coisas não parecem tão más para Barack Obama. É possível até, caro leitor, que aí no seu futuro possam parecer ainda um pouco piores, sobretudo se ele tiver perdido ambas as eleições de hoje (aqui no passado diz-se que ele vai ganhar uma e perder outra). Durante o último mês, a sua campanha tem estado debaixo de um temporal. Ora é a chuva miudinha das críticas (elitista! intelectual!), ora a rajada de vento dos escândalos (pelo menos de cada vez que o pastor da sua igreja, Jeremiah Wright, abre a boca).

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    Luzes e sombras de Israel

    8 Maio 2008 | por Filipe Moura

    Luces y sombras de Israel
    Por MARIO VARGAS LLOSA

    Si el conflicto palestino israelí no existiera, o hubiera sido ya resuelto de manera definitiva, el mundo entero vería en Israel uno de los éxitos más notables de la historia contemporánea: un país que en poco más de medio siglo -nació como Estado en 1948- consigue pasar del tercer al primer mundo, se convierte en una nación próspera y moderna, integra en su seno a inmigrantes procedentes de todas las razas y culturas -aunque, por lo menos en apariencia, de una misma religión-, resucita como idioma nacional una lengua muerta, el hebreo, y la vivifica y moderniza, alcanza altísimos niveles de desarrollo tecnológico y científico, y se dota de armas atómicas y de un ejército equipado con la infraestructura más avanzada en materia bélica y capaz de poner en pie de guerra en brevísimo plazo a un millón de combatientes (la quinta parte de su población). Ler o resto »

    tags:

    :-(

    8 Maio 2008 | por Ana Matos Pires

    “… 28 mulheres foram vítimas de tentativa de homicídio nos primeiros quatro meses de 2008, dezassete morreram e onze estão em estado grave.”

    Pura coincidência, p’la certa…

    8 Maio 2008 | por Ana Matos Pires

    “A crise da família na Europa” é o título de um estudo publicado em 22 de abril de 2008 pela Agência da Congregação Vaticana para a Evangelização dos Povos (Fides). Eis algumas conclusões:

    (1) Nos 27 países da União Europeia é feito um aborto em cada 25 segundos, (2) o aborto é a primeira causa de mortalidade na Europa, (3) a idade média da primeira pára aumentou entre as europeias, sendo actualmente de 30 anos, e as mulheres espanholas são as que têm filhos mais tarde (30,8 anos).

    Entretanto, através de uma notícia da Lusa, fiquei a saber que uma “entidade civil independente, não vinculada às administrações públicas, partidos políticos ou organizações religiosas” - o Instituto de Política Familiar (IPF) - apresentou ao Parlamento Europeu, em 7 de Maio de 2008, um relatório por si elaborado. Eis algumas conclusões:

    (1) Nos 27 países da União Europeia é feito um aborto em cada 27 segundos, (2) O aborto, juntamente com o cancro, é a primeira causa de mortalidade na Europa e (3) as mulheres europeias têm filhos cada vez mais tarde (aos 30 anos), principalmente as espanholas e as italianas.

    A verdade é que há uma discrepância de monta entre os dois documentos, que “obviamente” confirma a má-fé de quem os quiser ligar - enquanto no primeiro se conclui que as mulheres espanholas são as que têm filhos mais tarde (30.8 anos), seguidas pelas irlandesas (30.6), holandesas (30.4) e dinamarquesas (30.1), no segundo as mães mais tardias são as espanholas e as… italianas.

    Ps: A família é baseada no casal, união complementar entre um homem e uma mulher, constituído por um vínculo formal e estável, livremente contraído, publicamente afirmado e aberto à transmissão da vida, diz sobre a família a referida “entidade independente”.

    a tomada de lisboa, um woodstock do século XII

    7 Maio 2008 | por pedro vieira, o irmaolucia

    “Um bando de malfeitores”

    7 Maio 2008 | por Filipe Moura

    No fundo, a explicação para a proposta de desactivação da estação de Santa Apolónia é dada pelo artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso esta semana. Todo o artigo é imperdível; transcrevo aqui uma parte. Atenção à última frase.

    Acompanhado pelo seu incontornável ministro dos Gastos Públicos, Mário Lino, José Sócrates anunciou mais uma “obra estruturante” para o país: investir cerca de duzentos milhões de euros do Estado para multiplicar por quatro a área do terminal marítimo de contentores de Alcântara, no coração de Lisboa. A obra é um velho sonho do Porto de Lisboa - tapar o rio com contentores ou o que seja para que os lisboetas desfrutem dele o menos possível. E é também um velho sonho da empresa que detém, por concessão, o monopólio do negócio dos contentores no porto de Lisboa: a Liscont, pertencente à Mota-Engil (sim, a de Jorge Coelho). Para servir os interesses da empresa, o Estado vai então gastar dinheiro a dragar o rio e a enterrar o comboio e redesenhar os acessos rodoviários à zona, porque não é brincadeira fazer escoar milhares de contentores diariamente do centro da cidade. Oferece-lhe ainda uma área de luxo para desfrute em exclusivo e a histórica Gare Marítima de Alcântara, com os painéis de Almada, por onde gerações de portugueses partiram para a emigração ou para a Guerra de África e gerações de turistas desembarcaram em busca da cidade debruçada sobre o rio. Mas a Liscont também investe a sua parte: 227 milhões. Condoído do seu esforço, porém, o Governo compensa-a por esse magnânimo gesto, prorrogando-lhe por mais vinte e sete anos, até 2042, o monopólio que detém e que expirava dentro de sete anos.

    Portanto, saem dali os paquetes de passageiros que, desde que me lembro, desde que o meu avô me levava a vê-los em criança e eu aos meus filhos, era a única coisa de interesse em Alcântara e uma das coisas que faziam de Lisboa uma cidade diferente. E para onde vão? Vão para onde deviam ir os contentores: para uma extrema da cidade e da frente de rio, para Santa Apolónia. Parece-vos absurdo que se lembrem de pôr os turistas a desembarcar numa ponta desabitada da cidade e os contentores a desembarcarem nas Docas, junto aos Jerónimos e à Torre de Belém? Não, não é absurdo: faz parte de um plano maquiavélico do Porto de Lisboa (mais um), arquitectado passo a passo. Com o abandono da Doca de Passageiros de Alcântara e a sua transferência para Santa Apolónia, onde nenhuma infra-estrutura existe para os acolher, o Porto de Lisboa tem assim uma excelente oportunidade para lançar mãos àquilo de que mais gosta: a construção e especulação imobiliária à beira-rio. A APL propõe-se construir um contínuo de edifícios em Santa Apolónia ocupando uma frente de rio de 600 metros para o novo terminal de passageiros (até se prevê a construção de um hotel, partindo do raciocínio lógico que os turistas, uma vez acostados ao cais, abandonarão os seus camarotes já pagos a bordo para se irem instalar no hotel em frente ao navio…). De modo que, de um só golpe e com a habitual justificação do interesse público para enganar tolos, os engenheiros que nos governam acabam de roubar mais um bom pedaço de rio a Lisboa: 600 metros em Santa Apolónia e outros tantos em Alcântara. Chama-se a isto uma expropriação pública em benefício de interesses particulares.

    E, como de costume, quando se trata de dispor da cidade e do rio, com pontes ou terminais de contentores, é Sócrates e a sua equipa do Ministério das Obras Inúteis quem faz a festa e lança os foguetes. Se é que Lisboa tem um presidente de Câmara, mais uma vez ninguém o viu nem ouviu.

    Publicidade: cóco, ranheta e facada; Marx, Engels e Lenine (remix) ou os três mosqueteiros?

    7 Maio 2008 | por Nuno Ramos de Almeida


    16 de Maio, 21h30, Av. Marquês de Tomar, 88, Lisboa.

    http://livrariapodoslivros.blogspot.com/

    consumer power brings greener biz (poder dos consumidores)

    6 Maio 2008 | por zenuno

    esta é a versão curta, também há uma versão longa (10min 48seg) que vale mesmo a pena ver…
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    O metro mais bem planeado e os autarcas mais inteligentes

    6 Maio 2008 | por Filipe Moura

    Há sessenta anos que há aeroporto na Portela, e há cinquenta que há metropolitano em
    Lisboa. Há quantos anos há metro no aeroporto (dentro da cidade)? Ainda não há; estão a construí-lo. Há cinquenta anos que os utentes do Aeroporto de Lisboa poderiam usar o metro para lá chegar – se a estação do aeroporto existisse. Não existe, e os autocarros são escassos e não estão preparados para bagagens – na sua maioria, os utentes têm que ir de carro ou táxi. Parece que a estação de metro finalmente vai ser inaugurada… pela mesma altura em que o aeroporto da Portela supostamente será desactivado.
    Não sei há quantos anos existe a estação de comboios de Santa Apolónia, mas foi muito antes de haver metro. Desde que há metro que os utentes da estação de Santa Apolónia poderiam usar o metro para lá chegar – se a estação de Santa Apolónia existisse. Já existe: foi inaugurada há quatro meses. Construí-la foi uma monumental obra pública, que teve seriíssimos problemas durante a sua execução, demorou anos e anos e custou o triplo ou o quádruplo do inicialmente previsto. E quatro meses depois de inaugurada a conclusão de tão longa empreitada, tão trabalhosa, tão cara e tão custosa para os lisboetas, qual é a ideia? Encerrar a estação de Santa Apolónia à actividade ferroviária (e guardá-la para “terminal de cruzeiros” – é bem sabido que quem faz cruzeiros em Portugal anda de metro todos os dias). Digam lá – há coisa mais bem planeada que o metro de Lisboa? Haverá pessoas mais iluminadas que os autarcas de Lisboa?

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    we are the web (net neutrality)

    6 Maio 2008 | por zenuno

    A Net Neutrality Message for Everyone: We Are the Web
    The issue of net neutrality is reaching a boiling point, and the results will affect every Internet user in the US. We Are the Web is here to raise awareness with the help of some of the web’s biggest names: Leslie Hall, The Tron Guy, and Peter Pan. Check out the music video, and share this important message.

    Esta é uma mensagem a pedir a neutralidade da net nos EUA.

    É um assunto que infelizmente em Portugal não é aparentemente falado e que na minha opinião é bastante real a falta dessa neutralidade.
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    Experiência

    6 Maio 2008 | por Maria João Pires

    Dois ou três meses a escrever e a ler comentários aqui, no cinco dias, inspiraram-me. Que extrapolações se tirarão deste post sonoro, hum?

    “… Ninguém olha para mim a pensar que eu minto…”

    6 Maio 2008 | por Ana Matos Pires

    Disse MFL ao Expresso. Como escreveu Pedro Lomba no DN “Um PSD respeitável? E eu que pensava que o PSD era um partido ambicioso.”

    Séria e gaiteira, Pedro (ML)? Olha, cá deixo, à borla, uma proposta para hino de campanha, assim como assim não vai haver cartazes nem jantares, não é?

    Mario Savio: “If we’re a bunch of raw materials…” (1964)

    6 Maio 2008 | por João Pinto e Castro

    Boa ideia, João. Tomem mais este.

    “Saúde e sexualidade”, hoje no ICS em Lisboa

    6 Maio 2008 | por Ana Matos Pires

    Apresentação dos resultados do inquérito “Saúde e Sexualidade”, realizado no âmbito do projecto “Comportamentos sexuais e a infecção VIH/SIDA em Portugal”, fruto de um protocolo de colaboração entre a Coordenação Nacional para a infecção VIH/SIDA e o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa (ICS).

    09.30h-10.00h

    Abertura

    Henrique Barros, Coordenador nacional para a Infecção VIH/sida

    Manuel Villaverde Cabral, Presidente do Conselho Directivo do ICS-UL e Coordenador do Projecto Comportamentos sexuais e a infecção VIH/SIDA em Portugal

    10.00h-11.15h

    Práticas e Representações sexuais

    Pedro Moura Ferreira (30m)

    Comentador: Francisco Allen Gomes (15m)

    Debate (30m)

    11.15h-11.30h Coffee Break
    11.30h-12.45h

    Saúde sexual e reprodutiva

    Duarte Vilar (30m)

    Comentador: Jorge Branco (15m)

    Debate (30m)

    12.45h-14.30h Almoço
    14.30h-15.45h

    Práticas e indicadores de risco

    Raquel Lucas (30m)

    Comentador: Henrique Barros (15m)

    Debate (30m)

    15.45h-17.00h

    Práticas, desejo e identidades sexuais: da categorização social da homossexualidade e da bissexualidade

    Sofia Aboim (30m)

    Comentador: Miguel Vale de Almeida (15m)

    Debate (30m)

    17.00h Coffee Break
    17.30h-18.45h

    Conferência

    Sexualidade, género e saúde em França. As alterações do panorama

    Michel Bozon (INED, França) (1h)

    Debate (15m)

    19.00h Encerramento