Saudosos Anos 80

Os historiadores vivem a ansiedade da armadilha de olhar para o passado através do presente. Isso conduz a quem estuda história das revoluções a frequentemente tropeçar nas derrotas e não conseguir ver as vitórias, escorregar nas desilusões sem ver as lutas. Em suma onde vêem derrotas não conseguem ver lutas.

É assim que as grandes lutas dos anos 80 em Portugal – cuja derrota deu origem ao Pacto Social e à adesão à UE – são esquecidas porque a sua derrota abriu espaço ao neoliberalismo em Portugal. Em Portugal há um antes e um depois da crise económica de 1981-1984. Há um antes e um depois do Pacto Social – escrito e assinado em muitos casos pela UGT e pela CGTP (a  CGTP assinou 7 acordos de concertação social) ou de facto aceite pelas centrais sindicais (experienciado nas políticas de produção “nacional”, recuo no radicalismo das propostas, greves gerais que são greves de um dia para marcar agenda, despolitização das lutas económicas, etc). Tudo isto nasceu, esta é uma hipótese de análise apenas, da derrota da espinha dorsal do movimento operário organizado -a Lisnave e a Siderurgia. Como na Europa nasceu da derrota dos mineiros, dos «homens do aço» e dos construtores navais. Se eu, por acaso, estiver certa – ou seja, que a vitória da burguesia na crise de 1984 significou a vitória do neoliberalismo, e  portanto de uma nova etapa histórica regressiva, imaginem o que vem aí depois desta crise, se ela não for vencida.

Estes saudosos anos 80 – que muitos historiadores vêem como anos de derrotas – foram marcados por lutas extraordinárias da Polónia à África do Sul, do Irão à Nicarágua (79), do Brasil às Filipinas.

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PELO DIREITO AO TRABALHO! – O custo humano e o preço do desemprego, em números.

Contabilizado ao segundo, no site do MSE.

O MSE, que já foi notícia na Alemanha, continua sem chamar a atenção dos meios de comunicação social do Relvas em Portugal. Porque está na hora de acabar com o silêncio toma as ruas no Porto e em Lisboa, pelo Direito ao Trabalho.

[Descarrega o cartaz e o panfleto e ajuda a divulgar a Manifestação.]

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Ouropa

Com estes tipos não há almoços grátis nem jantares baratos.

P.S. – Ao invés, a Alemanha

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Nós NÃO somos todos Cohn-Bendit!

Vídeo descoberto pelo Luís Branco.

O que pensa o líder dos Verdes Europeus sobre a Grécia? Para que serve os grupo dos Verdes no PE? Cohn-Bendit, em 2’17”, sintetiza muitos anos de política.
“Corre Rui, o velho mundo está atrás de ti”.

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Vai-se acabar paz social!

Passei a Primavera Global nas Asturias, numa manifestação de 10 000 pessoas. Aquilo que a televisão se esforça por passar como um grupo freak e marginal, é na verdade a vanguarda de um movimento que engloba de netos a avós e que questiona, com poucos meios organizativos e financeiros, o capitalismo. Lá como cá ouvi «Não é a Crise, é o Capitalismo», «Esta crise não a Pagamos», «Esta dívida não a Pagamos», «É o banqueiro quem deve aqui dinheiro». Registei também esta palavra de ordem, que guarda em si 50 anos de história: «Vai-se acabar, vai-se acabar a paz social». Lembrei-me desta simpática palavra de ordem hoje de manhã quando li esta notícia no Diário Económico: Automóveis de luxo ganham quota em Portugal durante a crise. A BMW e Audi vendem mais carros que Opel, Ford, Citroen ou Fiat, uma situação histórica e nunca antes constatada.

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Uma petição a assinar

O Bairro dos Índios da Meia Praia fica ali mesmo, mesmo juntinho ao mar. É inconcebível para os dias de hoje construir tão perto do mar… Acontece que estas pessoas estão aqui há 40 anos como bairro, 80 anos em palhotas e barracas. São pescadores. Vivem do mar. Um deles, numa entrevista à televisão, disse: “Para onde me querem levar se eu nasci no mar?”. Se as construções na orla marítima se restringissem às comunidades piscatórias que tradicionalmente aí se instalaram Portugal seria, de facto, a este nível, um país exemplar. Pelo contrário, não preciso de descrever o que se passa em Lagos e no resto do pais, pois não? Por todo o lado se vêem construções em cima do mar, edificadas num tempo em que já não era possível fazer… Mas foi.

Dizer que estas pessoas não podem viver aqui por razões ecológicas é tão disparatado como chegar à pré-história e dizer às comunidades mesolíticas que não apanhem tantos moluscos pois estão a dar cabo do marisco que será necessário para os ricos do século XXI fazer uma recolha sustentável do mesmo.

ACABEMOS COM A HIPOCRISIA PÔRRA!

Teresa Silva, no facebook sobre a petição que deixo abaixo:

O Bairro dos Índios da Meia Praia, situado em Lagos, foi construído imediatamente após o 25 de Abril de 1974 pelas próprias mãos dos seus habitantes que viviam em barracas, no mesmo local, havia cerca de 40 anos. Tratava-se de uma comunidade piscatória, muito pobre e explorada que, com a iniciativa do Arquiteto José Veloso e com o financiamento do estado – através de um programa denominado S.A.A.L. – conseguiu construir as suas próprias casas. Este foi apenas um dos cerca de centena e meia de bairros construídos no âmbito do programa SAAL mas, por qualquer razão, sofreu revezes desde o início, sendo o projeto abandonado, ostracizado, nunca chegando a ser concluído e nem sequer as suas ruas pavimentadas! Outros bairros similares encontram-se hoje em ótimo estado de conservação e são tratados como outro bairro qualquer. Porque razão este há-de ser diferente? 
Este bairro é, paradoxalmente, bem mais conhecido que todos os outros. Foi cantado pelo José Afonso no seu tema “Os Índios da Meia Praia” e sobre ele o realizador Cunha Telles fez uma longa metragem denominada “Continuar a Viver”. Talvez por isso se tenha tornado um símbolo da força da união, da solidariedade e do trabalho. E para quem gosta de arrumar tudo em gavetas para depois as poder fechar, conotado com a esquerda ou até com um partido. 
Urge ter, para com um símbolo desta dimensão, uma atitude de respeito e de grandeza. Constituiu acima de tudo um marco da nossa história. É assim que deve ser visto, com respeito pelas pessoas que há gerações habitam no local, com respeito pelo nosso passado de luta pela liberdade. 
A pressão imobiliária no local é enorme e deve causar incómodo a muita gente que haja pobres a viver com vista para o mar. Aquilo que pedimos é, não apenas que o bairro não seja demolido e apagado da nossa história recente. Aquilo que pedimos é que a este bairro seja restituída a dignidade que marca o carácter de quem o construiu. Que seja conservado e requalificado respeitando o projeto de arquitetura que lhe deu origem! Que seja respeitada a história do nosso país!

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Assim também se faz a luta!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na sequência de uma denuncia pessoal de um anuncio de emprego que me foi enviada milhares de partilhas e de vozes insurgiram-se no Facebook relativamente às condições indignas que ofereciam para um emprego como arquitecto.

A saber, o candidato tinha de ter mestrado em Arquitectura, falar e escrever fluentemente mais de duas linguas, ter viatura própria, dominar com pericia software de 3d e ter espirito empreendedor. Por 500€ mensais.

Esta oferta de emprego torna-se ainda mais grave por ser tacitamente apoiada pelo programa governamental ESTIMULOS 2012, um programa de combate ao desemprego, que pela oferta em questão, não mostra nenhum tipo de critério na hora de distribuir dinheiro publico nem exige o minimo da adequabilidade de salários às capacidades das pessoas.

Este grupo pretende funcionar como plataforma de denuncia de ofertas de trabalho com condições humilhantes, para que cada um de nós, mas também os partidos, os sindicatos, as ordens profissionais, os movimentos sociais e outros tantos possam ter uma base de trabalho com factos concretos, para repudiarem vivamente a desvalorização crescente deste factor estruturante da nossa vida colectiva que é o Trabalho.

Falsos recibos verdes, estagiários como quase directores de departamentos, contratos eternamente renováveis de 6 meses, salários abaixo do salário minimo, tudo cabe aqui. Sempre que possivel peço a quem quiser denunciar condições de emprego humilhantes que coloque o link original de forma a ser mais fácil a identificação da proposta de trabalho.

E pode ser também, que pelo caminho, alguns patrões ganhem vergonha na cara antes de fazerem certo tipo de propostas..

Adere e denuncia na página do FB:

DENUNCIA DE CONDIÇÕES DE EMPREGO HUMILHANTES

 

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Combate a precariedade e luta contra o desemprego!

Entre outras propostas que venham a surgir, a manifestação pelo direito ao trabalho estará em cima da mesa. Participa!

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Não sei ler grego… mas às vezes a informação aparece em inglês

Para contrariar a nossa iluminada intelectualidade mediática, que declama a quatro ventos que o Syriza não terá direito ao bónus de 50 deputados, aqui fica uma pequena nota dissonante deste medíocre ortodoxo:

The much desirable 50-seats Bonus could be granted also to SYRIZA at the June-17 elections, as the party applied to be registered as a single Athens Supreme Court party and no more as a coalition. On Tuesday, “Radical Left Coalition” (SYRIZA) submitted an application Greek Supreme Court in Athens to be registered as a single party.
According to its founding declaration, the new party is called “SYRIZA Unionist Social Front” , will have the same emblem and will be managed by a committee of 19 members. Chairman of the party will remain Alexis Tsipras.

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A nata da malandragem

Ora deixa cá ver como se processa, então, a tão badalada função social das empresas do senhor Alexandre Soares dos Santos.

1 de Maio: milhares de famílias deixaram para cima de 100€ nos supermercados do senhor.
13 e 14 de Maio: gasta aí 20€ no que te apetecer e depois levas a carne que quiseres com 50% de desconto.
24 de Maio: passa para cá mais 25€ e vai à peixaria onde a funcionária que já era explorada e vai continuar a sê-lo te vende o peixe que quiseres com 50% de desconto.

Eu sei. Sou eu que sou mau. Anda Chico e pede desculpa por mim ao senhor!

 

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As ervas daninhas da Esquerda Livre

Ontem fui surpreendido com a exclusão de que fui alvo de um dos poucos grupos do Facebook a que ainda conseguia pertencer. Trata-se de um grupo com algumas peculiaridades (como o serão todos os que por ali andam). Surgiu por iniciativa de um núcleo (recente) do Bloco de Esquerda e que visava centrar a sua actividade principal nas freguesias da Sobreda da Caparica e da Charneca de Caparica (concelho de Almada). Dos seus seis administradores, cinco são do BE. O sexto (José Baltazar) não conheço e não sei dizer com certeza se será ou não militante do BE. O (único) elemento feminino da administração (nada paritária) foi membro da Mesa Nacional do BE, cargo que deverá ter reocupado recentemente, uma vez que foi candidata pelas listas da Ruptura/FER mas não acompanhou os elementos desta corrente quando estes decidiram abandonar o BE. Opções…

O Conselho de Administração da Política Vadia

Ora, acontece que os cinco elementos da administração do grupo, sendo do BE, foram também os impulsionadores de uma lista que se candidatou às eleições para a Coordenadora Concelhia do BE em Almada (2011/13). Todos foram, aliás, membros da lista ou seus subscritores (cito de memória). Dois foram eleitos e fazem parte da Coordenadora Concelhia. Eu fiz parte da outra lista concorrente. A lista A, que saiu vencedora elegendo nove elementos para a Coordenadora (entre os quais eu me incluo).

Sempre tive muitas objecções relativamente à dinamização de um grupo desta natureza por parte de um núcleo do BE. As minhas objecções foram ganhando volume à medida que o grupo se ia enchendo de membros (vai nos 2.571) e a dinamização, propriamente dita, desaparecia em função do crescimento. Tudo ali é/foi permitido. Ataques de natureza pessoal, propaganda fascista, perfis falsos… tudo! Mas o grupo de administradores foi-se mantendo fiel aos princípios fundadores do grupo e que lá estão bem expressos:

Este é um espaço de discussão de temas políticos aberto a tod@s quant@s nele queiram participar respeitosamente e com toda a urbanidade. Debater ideias é preciso! Bem vind@!

Nota: cada MEMBRO é RESPONSÁVEL pelo que escrever neste espaço!
Regras: Ninguém será eliminado, nem nenhuma publicação.

São palavras bonitas que, como sabemos, facilmente são transportadas pelo vento! E tocou-me a mim ser o alvo da expulsão que contraria a parte a negrito (destaque meu) do texto. E porquê? Depois de muito ponderar (3/4 minutos. Não foi preciso muito, afinal) cheguei à conclusão que se deveu a isto que a seguir reproduzo e que nega por completo o outro destaque (meu) no texto.

A conversa beneficiou de outros contributos que eu retirei por não serem determinantes. Os mais pacientes poderão lê-la, na íntegra, aqui. O grupo é aberto. Pouco depois da minha resposta fui jantar. Quando regressei ao computador (seriam umas 20h15) já não conseguia publicar no grupo.

Nada de muito grave sairia daqui… não fosse a conjugação de alguns factores. A saber:

  1. Que Esquerda Livre é esta que António Albergaria Samara defende e subscreve? É, pelo exemplo presente, uma esquerda livre… de contraditório! Livre de quem se lhe opõe! Uma «esquerda» que dentro do BE se bate por questões de democracia interna mas que nos espaços de debate que administra faz tábua rasa dos mais elementares princípios e valores democráticos e encontra na expulsão uma forma de silenciar uma voz que lhe faz frente!
  2. O António Albergaria Samara não é um cidadão qualquer. É Vice-Presidente do Conselho Geral da Ordem dos Advogados. É evidente que não está ali nessa qualidade, nem o exercício da sua actividade profissional está aqui, de maneira alguma, a ser posto em causa. Mas não se trata de um cidadão vulgar, quer queiramos quer não.

Quero que fique bem claro que o Manifesto para uma Esquerda Livre e os seus promotores nada têm a ver com isto. Esta é uma atitude isolada de um dos seus subscritores. Curioso não deixa de ser o facto de que um movimento cuja sigla pode ser MEL venha a ter no seu seio gente com tanto FEL!

Não posso, sequer, afirmar que foi o António Albergaria Samara a carregar no botão que me colocou para fora do grupo, mantendo-me o acesso ao que por lá se ia escrevendo e que não deixou de ser bonito. De repente, pessoas com as quais eu havia discutido ao longo das últimas semanas, algumas vezes de forma até bastante acalorada, levantaram o seu protesto contra esta atitude prepotente da administração de um dos seus espaços de debate.

A todos e a todas o meu mais sincero agradecimento por todos os gestos e palavras de solidariedade! Destaco um e pelo motivo mais prosaico. O seu autor foi um dos membros do grupo com quem mais discussões tive. E foi, também, dos primeiros a deixar bem patente o seu protesto perante a atitude prepotente de gente que não sabe que em política as opiniões esgrimem-se, não se silenciam!

Obrigado camarada Feliciano!

Aos membros da administração, fiz chegar uma mensagem de correio electrónico (aos cinco que conheço e que são do meu partido) que dizia o seguinte:

Camaradas, tendo em conta o que está a acontecer no grupo do Facebook que é dirigido por vós não seria de bom tom justificarem o que fizeram e o que vos levou a fazê-lo? Envio-vos este mail sem dele dar conhecimento a mais ninguém. Aguardo uma resposta da vossa parte que gostaria que fosse dada no mais curto espaço de tempo possível. Obrigado.

Até ao momento não obtive resposta.

De uma coisa eu tenho a certeza: a Esquerda que eu defendo e pela qual me bato dispensa perfeitamente a companhia de gente assim!

Há outras ervas daninhas para revelar e a elas me dedicarei mais adiante!

NOTA FINAL: deixo uma palavra final para o Joaquim Guerreiro e para o Luís Caras Altas. São eles que ocupam, neste momento, os lugares da lista B na Coordenadora de Almada do BE e pelo que conheço deles sei que não poderão ter pactuado com um gesto destes!

 

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EM MEU NOME NÃO! – Assim, vamos continuar assim.

Até agora o único registo realizado fora dos meios de comunicação tradicionais foi o do Tugaleaks, pelo que não é fácil perceber exactamente o que se passou na manifestação Rua Com Todos, que acabou com os manifestantes a serem identificados na Praça da Figueira, alguns detidos sem acusação formada e durante várias horas impedidos de falar com o seu advogado.

Na reportagem da SIC, porém, há uma associação espúria entre o que se passou nessa manifestação e os restantes conflitos que se têm registado com a polícia, quando a natureza foi substancialmente diferente. As imagens das sedes partidárias atacadas, sobretudo as que albergam partidos de esquerda, é de má memória para todos os que não prescindiram de pensar os contornos e as consequências da sua acção política.

Se nada justifica nova acção pidesca da polícia, que aproveitou para fichar mais uma parte do movimento de protesto, não se compreende nem se desculpa o carácter reaccionário duma manifestação que, também pela forma como foi divulgada, não augurava nada de bom. A destruição de propaganda dos partidos de esquerda (PCP, BE, MAS e MRPP), bem como de movimentos como a Primavera Global, associados à incapacidade de perceber que os partidos não são todos a mesma coisa, não obstante serem todos merecedores de criticas ferozes, é condenável sobre todos os pontos de vista.

A radicalização dos protestos, nomeadamente por via do ataque a instituições que são responsáveis pelo saque a que estamos sujeitos, é legítimo e dotado de grande significado político. O disparate de interpretar na rua os sonhos molhados do Correio da Manhã, está longe de ser um acto terrorista mas trata-se seguramente de uma provocação de mau gosto, tão infantil como perniciosa, que em nada reforça a luta política. Ao contrário do que poderiam parecer as intenções dos promotores, os seus actos colectivos prejudicaram a radicalização dos protestos e paradoxalmente credibilizam os partidos políticos que foram alvo do protesto.

De Coimbra chegam exemplos em que, sem publicidade, pré-anúncios e sectarismo face aos diferentes sectores da resistência, é possível usar a violência com mais de dois neurónios em funcionamento.

"Hoje houve um ataque concertado às agências bancárias da baixa da cidade. Várias agências apresentam hoje montras partidas, numa acção que parece claramente direccionada unicamente aos bancos. Amanhã teremos mais desenvolvimentos, os media locais já estão a "tomar conta da ocorrência"."

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QUE O LUCRO NÃO VENÇA O PATRIMÓNIO – Se a Lei do Arrendamento ameaça Repúblicas de Coimbra, todos os que passaram pelas Repúblicas de Coimbra terão que ameaçar a Lei do Arrendamento.

Seria fácil tornar a Lei do Arrendamento menos injusta, mesmo no marco da economia de mercado. Os proprietários que recebessem mais do que 20 mil euros em rendas por ano não poderiam aumentar o valor da sua mais-valia e os inquilinos que estivessem sem trabalho ou ganhassem menos de 20 mil euros ano em salário teriam direito a ter a sua renda congelada. Nos casos em que as duas realidades se conjugassem seria o Estado a assumir o prejuízo. Em qualquer dos casos, os senhorios teriam que garantir a habitabilidade condigna das suas propriedades, e em caso de incumprimento perderiam o imóvel para o Estado ou o inquilino.

À parte da lei geral, há ainda as particularidades, os ditos casos de excepção. Se o inquilino se tratar de uma instituição de utilidade pública não pode haver qualquer alteração e as rendas devem estar, só por esse facto, congeladas. Se assim não for, centenas de colectividades, associações, lares, ATL´s, infantários, e claro, as Repúblicas de Coimbra, enfrentam com esta lei um desafio que coloca em causa a sua existência.

Se o todo da lei deve ser combatido, por privilegiar exclusivamente o interesse dos proprietários, não é aceitável que ela venha a ser aplicada sem a salvaguarda de quem não pode ter no lucro e nos interesses do sector imobiliário a forca do seu património histórico e da sua valência social, cultural e política. Se não houver limites à ganancia, não poderá então haver limites à resistência.

[Ler também "Nova lei das rendas ameaça ‘repúblicas’" no Correio da Manhã; "Lei do Arrendamento: PSD e CDS apresentam proposta de "regime de excepção" para proteger as repúblicas de Coimbra" no site da JSD; "Arrendamento urbano. PS quer manter regime de excepção para repúblicas estudantis de Coimbra"no i; "Deputado do PS propõe exceção para Repúblicas de Coimbra"no Diário as Beiras; "Coimbra: Nova Lei do Arrendamento pode pôr em causa subsistência das Repúblicas de estudantes" no cnoticias.net; "Atualização da lei das rendas ameaça casa de `república´" na Bola; "Continuidade das repúblicas em causa" na Cabra.]

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Empresa e tribunal procuram condicionar liberdade de expressão

O movimento Precários Inflexíveis foi alvo de uma Providência Cautelar pela empresa Ambição International Marketing. Esta empresa, dizendo-se injuriada por vários comentários (escritos por centenas de pessoas) num post de denúncia, avançou com um processo em tribunal para forçar o movimento a apagar todos os comentários do blogue. Independentemente de serem ou não contra esta empresa, independentemente do que está escrito, a empresa quer que seja apagado cada um dos mais de 350 comentários.
Infelizmente o Tribunal colocou-se do lado da empresa de forma mais do que inesperada: na sentença proferida, condena o PI a retirar não todos, mas muitos dos comentários escritos pelos cidadãos que por vezes nem sequer referem a empresa. Como sempre dissemos, nunca faremos qualquer censura nem julgaremos ninguém pelas suas opiniões. Por isso, discordamos frontalmente da sentença executada.
Apresentamos alguns factos:
- A empresa em causa, Ambição Internacional Marketing, exige que se retirem os comentários sobre um texto que é sobre outra empresa, Axes Market, e não sobre qualquer texto em que fosse citada.
- A Ambição International Marketing, que avançou com o processo, nunca pediu direito de resposta ao PI e nunca dirigiu qualquer carta ou contacto ao movimento.
- Nenhuma das empresas (ou talvez a mesma com nome diferente) avançou com qualquer processo ou queixa contra quem escreveu os comentários. Portanto, o que preocupa a administração da empresa é a liberdade de expressão na internet. O mesmo preocupa o Tribunal.
O movimento Precários Inflexíveis defende e defenderá sempre a liberdade de expressão e a igualdade na exposição de textos e ideias, críticas, ou outras, na internet, salvo excepções sobre textos violentos sob qualquer ponto de vista: físico ou social. A internet deve continuar a ser um espaço de liberdade e igualdade.
O PI vai reagir judicialmente, porque não aceita que o Tribunal e a Justiça sejam instrumentos para afirmar que as empresas podem exigir que os comentários negativos sejam apagados ou que os seus textos e marcas valem mais do que as opiniões e denúncias dos cidadãos. Particularmente quando centenas de pessoas denunciam actividades suspeitas de empresas como esta. A liberdade é a base da democracia, porque, antes de mais, significa igualdade. Lutaremos por elas até ao fim.

Continuar a ler no site dos Precários Inflexíveis
O que o Tribunal pretende censurar
A famigerada sentença

 

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Regime do estado de sítio e do estado de emergência

Por que razão é que o governo o decide alterar?

P.S. – Afinal parece que ainda havia mais… Isto está irrespirável. Um governo, uma maioria, um presidente, uma ditadura.

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DESEMPREGADOS APELAM A MANIFESTAÇÃO PELO DIREITO AO TRABALHO – Do coiso do pastel de nata ao coiso do cupcake, andam descaradamente a gozar na cara dos desempregados.

O Ministério da Verdade já respondeu aos imbecis que acham que a falta de emprego se combate com empreendedorismo e não levará muito tempo até que voltemos às ruas do protesto.

Um grupo de desempregados está a preparar uma manifestação para o próximo dia 30 de Junho, que pode bem voltar às portas de São Bento, exigindo o direito ao trabalho e pleno emprego. Como se pode ver pelo excelente trabalho estatístico do MSE, as contas são fáceis de fazer ao minuto. O preço do desemprego, para lá do seu custo humano, está à vista.

Esta iniciativa, proposta inicialmente por um grupo de desempregados do Porto, será igualmente discutida depois da Flashmob do Movimento Sem Emprego, dia 28, no Centro de Emprego do Conde Redondo, e na Assembleia Popular da Plataforma 15 de Outubro, a 3 de Junho, no Rossio.

Proposta de manifesto da manifestação:

«O desemprego é um flagelo, queremos trabalho!»

“Cavaco Silva disse, há pouco tempo, que 10.000 euros por mês não lhe chegavam para as despesas. Miguel Relvas e Passos Coelho já afirmaram em público que os jovens só terão melhoria na sua vida se emigrarem, e insultaram os que ainda não o fizeram dizendo que «não querem sair da sua zona de conforto». Agora, Passos Coelho diz que «o desemprego é uma oportunidade para mudar de vida» e que não se deve «estigmatizar» um despedimento.

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É assim desde que os reis existem

Parte 1 – Lucro da Mota-Engil sobe 45% para 4,5 milhões

Parte 2 – Portugueses trabalham para pagar impostos até 3 de Junho

Parte 3 - Já estão fechadas as contas do ano passado das parcerias público-privadas (PPP) e no domínio das concessões rodoviárias, o mais representativo, houve uma derrapagem de 28,2% nos encargos líquidos do Estado em relação ao valor estimado para 2010. Estas concessões custaram ao Estado – Estradas de Portugal – 896,6 milhões de euros, diferença entre custos totais e receitas, contra um saldo estimado de 699,2 milhões de euros, segundo o relatório das PPP do último trimestre do ano.

Parte 4

Italianos atacam repartições de finanças (clique para ver o vídeo da Euronews).

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Debate As Mentiras da Dívida

Debate da Dívida, todos os vídeos aqui

Portugal e Grécia – os mesmos problemas, a mesma luta, a mesma solução

«A austeridade é um inferno para os trabalhadores.
E o inferno não pode ser renegociado»
Se baixar os impostos sobre os rendimentos dos grandes investidores e dos bancos e subir os impostos sobre os rendimentos dos trabalhadores fosse essencial para a saúde económica do país,

Se «flexibilizar» o regime de trabalho e facilitar os despedimentos fosse bom para a criação de emprego,

Se multiplicar os encargos da dívida pública ano após ano fosse a solução para os problemas económicos e financeiros,
Então já há muitos anos teríamos atingido o pleno emprego, o bem-estar social e um alto nível de rendimento económico. É necessário despertar a memória e recordar que já desde antes dos PEC e do memorando da Troika é esta a política seguida pela governação. Mas agora em dose reforçada.
A política de austeridade é uma burla, NÃO EXISTE! O que existe é austeridade para os trabalhadores e bem-aventurança para os grandes investidores e a banca.
Os números não enganam: os beneficiários da bem-aventurança têm lucros crescentes, de ano para ano; as vítimas da austeridade vão caindo numa miséria confrangedora.
É facto que uns quantos bancos sofreram desaires resultantes das burlas e aventuras especulativas que praticaram. Nada disso pode confundir o nosso discernimento: desde o fim da II Guerra Mundial, nunca o fosso entre ricos e pobres se alargou tanto; nunca a acumulação de grandes fortunas atingiu níveis tão altos; nunca a fome, a miséria, a insegurança atingiram os povos da Europa desta maneira.
Se a boa saúde da banca é, como nos dizem, essencial para a economia do país e o bem-estar da sociedade no seu todo, então torna-se óbvio que esse sector da economia não pode permanecer sob controle dos interesses privados – tem de passar a ser controlado pelo conjunto da sociedade.

(…)Com estes actos bárbaros não se pode pactuar nem negociar. Nem aqui, nem na Grécia, nem em parte alguma do Mundo. Por isso subscrevemos a afirmação do sr. Tripsas: «A austeridade é um inferno [para os trabalhadores]. E o inferno não pode ser renegociado.»

O resto da Declaração do CADPP de solidariedade à Grécia aqui

Lisboa, 22-05-2012,
CADPP – Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa
www.cadpp.org

 

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Contradições do capitalismo

Sucessivos governos do PASOK e da Nova Democracia com o apoio da Goldman Sachs, aldrabaram as contas da Grécia. Na retórica capitalista são denominados como “os gregos”.
Quando foi preciso colocar as “contas em ordem” chamaram um “tecnocrata” da Goldman Sachs e agora apoiam os dois únicos “partidos credíveis”, PASOK e Nova Democracia, que querem pagar a dívida que “os gregos” contraíram.

_Publicado em cinco dias \ 29 comentários

A lutar contra os regimes desde 1969!

Mas desta vez caneco é da Briosa!

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_Publicado em cinco dias \ 10 comentários